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Mesa de Natal: como montar sem repetir a do ano passado
Quem começa a montar a mesa de Natal em setembro escolhe entre tudo. Quem deixa para dezembro escolhe entre o que sobrou.
Todo ano é a mesma cena: a pessoa se lembra da mesa de Natal na segunda semana de dezembro, vai à loja e leva o que ainda tem. Aí a mesa fica parecida com a do ano passado — não por escolha, por falta de opção.
Quem monta a mesa de dezembro em setembro escolhe entre sessenta cores. Quem deixa para dezembro escolhe entre as que sobraram.
Este é o roteiro para não cair nisso.
Comece pela paleta, não pelas peças
Antes de comprar qualquer coisa, decida a paleta. Ela é o que faz a mesa parecer pensada em vez de acumulada.
Três caminhos que funcionam:
Clássico — vermelho, verde escuro e dourado. É o mais reconhecível e o que mais pede peça nova todo ano, porque cansa mais rápido.
Neutro com metal — branco, cru, palha e dourado ou prata. É o mais elegante e o mais reaproveitável: serve para o Natal, serve para o réveillon e ainda serve para um almoço de domingo em março.
Verde e branco — folhagem de verdade ou permanente, louça branca, sem nenhum dourado. Fresco, e é o que melhor funciona no calor de Salvador.
Escolha uma e siga até o fim. Mesa de Natal com as três vira árvore de shopping.
O arranjo central tem uma regra só
Ninguém pode ficar sem ver quem está do outro lado.
O arranjo central precisa ficar abaixo da linha dos olhos de quem está sentado — mais ou menos 30 centímetros de altura, no máximo. Acima disso, você separou a mesa em duas conversas.
Se quiser altura, use velas altas e finas, que não bloqueiam o campo de visão, ou faça um caminho de mesa baixo e comprido em vez de um arranjo único no meio.
O que vale reaproveitar do ano passado
Quase tudo, se for neutro:
- Jogo americano e sousplat neutros atravessam qualquer ano.
- Louça branca idem.
- Taça e copo não têm data.
O que cansa e vale trocar é o que carrega o tema: guardanapo, porta-guardanapo, o arranjo e os objetos de mesa. São as peças mais baratas, e são justamente as que mudam a leitura da mesa inteira.
Essa é a lógica de quem monta bem todo ano sem gastar muito: base neutra permanente, camada temática renovada.
As travessas contam
Natal tem muito prato para servir, e a maioria das mesas trava aí. A comida chega bonita e vai para a mesa numa travessa de vidro do dia a dia.
Duas ou três peças boas para servir — uma travessa grande, uma bandeja e um bowl — resolvem o problema pelos próximos dez anos. Elas não têm tema, então servem para todas as festas.
Prove a mesa antes
Uma semana antes, monte um lugar completo. Só um. Ponha o jogo americano, o sousplat, o prato, o guardanapo dobrado, o talher e a taça, e olhe.
É nesse momento que você descobre que o guardanapo some contra o sousplat, que o arranjo é alto demais ou que faltam dois porta-guardanapos. Uma semana antes dá tempo de resolver. Na véspera, não.
O calendário que funciona
Setembro — define a paleta e compra as peças temáticas, com a escolha inteira disponível. Outubro e novembro — completa a base neutra, se faltar. Primeira semana de dezembro — monta o lugar de prova. 24 de dezembro — só monta.
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